
Um conflito desta magnitude
não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores
influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente,
espalhou-se pela África e Ásia. Um dos mais importantes motivos foi o
surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes
objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado
por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o
Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira
Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito
Mussolini, que se tornou o Duce da Itália, com poderes sem limites.
Geralmente
considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polônia pela
Alemanha Nazista em 1 de setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra
contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico e
do Commonwealth. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como Etiópia e
Reino de Itália na Segunda Guerra Ítalo-Etíope e China e Japão na Segunda
Guerra Sino-Japonesa.
Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram
aderindo ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União Soviética
pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no
Pacífico em Pearl Harbor e em colônias ultramarítimas britânicas, que resultou
em declarações de guerra contra o Japão pelos EUA, Países Baixos e o
Commonwealth Britânico. O plano de
expansão do governo alemão envolvia uma série de etapas. Em 1938, com o apoio
da maioria da população austríaca, o governo nazista anexou a Áustria. Em
seguida, reivindicou a integração das minorias germânicas que habitavam os
Sudetos (região montanhosa da Tchecoslováquia). Como esta não estava disposta a
ceder, a guerra parecia iminente.
Foi então convocada uma conferência
internacional em Munique. Na conferência de Munique, em setembro de 1938,
ingleses e franceses, seguindo a política de apaziguamento, cederam à vontade
de Hitler, concordando com a anexação dos Sudetos. A conferência de Munique prejudicou
a Tchecoslováquia, criando mais tensões. Apesar da promessa de não fazer novas
exigências caso recebesse a região dos Sudetos, Hitler ocupou o restante da
Tchecoslováquia em 1939 e, em seguida, voltou-se contra a Polônia. Passou a
exigir então, a anexação à Alemanha do território de Dantzig e da faixa territorial
que dava à Polônia saída para o mar, tal como fora fixado no Tratado de
Versalhes.
Em 20 de agosto de 1939, o governo alemão e o governo soviético
assinaram um pacto de não agressão recíproca. Esse pacto previa a anexação de
territórios poloneses pela Alemanha e pela União Soviética e garantiu a Hitler
a possibilidade de invadir a Polônia sem ameaça de intervenção soviética.
Em 1º de setembro de 1939, a
Alemanha invadiu a Polônia e a dominou após três semanas. Considerada uma
verdadeira guerra mundial, a Segunda Guerra foi conseqüência de um conjunto de
continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos
após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas
grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos,
Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha
e Japão.
Em conseqüência de suas maiores dimensões, os conflitos foram
desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico. Os anos
da guerra assistem a uma aliança definitiva entre a ciência e o poder de
destruição. Os governos fazem investimentos maciços em tecnologia bélica e
atingem o saldo de 50 milhões de mortes. Dos fornos crematórios nos campos de
concentração alemães às pesquisas de armas bacteriológicas dos japoneses e à
bomba atômica norte-americana, passando pelas bombas voadoras V-2 alemãs e pela
enorme tralha tecnológica de espionagem e contra-espionagem de todos os países
envolvidos na guerra, há em tudo a presença marcante da indústria bélica, de
cientistas e do dinheiro.
Ao término da guerra, tudo se justifica em nome do que
se chama "neutralidade científica". É em nome dela que o alemão
Werner von Braun e o japonês Shiro Ishii são perdoados e incorporados à ciência
norte-americana e que o italiano Bruno Pontecorvo pôde se tornar um dos pais da
bomba atômica soviética. O mundo estava tomado pelas doutrinas do fascismo, na
Itália, do nazismo e do anti-semitismo na Alemanha e do comunismo na União
Soviética. A guerra refletiu a disputa econômica e política dos grandes países
industrializados, mas também um confronto em torno do melhor modelo ideológico
capaz de orientar, naquele momento histórico, o desenvolvimento da humanidade.
Em campos diferentes se defrontavam três sistemas políto-econômicos: as
democracias liberais capitalistas, os nazi-fascistas e os comunistas.
Fontes de pesquisa:
http://www.suapesquisa.com
http://pt.wikipedia.org
http://www.portalbrasil.net
http://guerras.brasilescola.com










